sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Roteiro Cultural de Mangualde

Mangualde diz-me muito, terra dos meus pais, é também um lugar da minha infância, onde passava as férias de varão com os meus avós, primos, tios e muitos amigos da terra e imigrantes fora dela. Com a passagem dos anos comecei a ver Mangualde pelo seu lado cultural e histórico.
Situado num planalto fértil entre os rios Dão e Mondego e fronteiriço às serras da Estrela e do Caramulo, Mangualde tem uma história muito antiga, como provam os vestígios do período neolítico encontrados na zona, nomeadamente a anta da Cunha Baixa, terra da minha mãe, que data de 3150 a 2750 a.C.


A Anta de Cunha Baixa é um monumento megalítico, situado em Cunha Baixa, concelho de Mangualde, distrito de Viseu. Está implantado numa área de vale aberto próximo do Rio Castelo, entre as aldeias de Cunha Baixa e Espinho. Monumento megalítico de câmara e corredor datado entre 3000 e 2500 a.C. A câmara é poligonal com nove esteios e uma cobertura. O corredor é longo com oito esteios de cada lado e cobertura. Trata-se de um exemplar de enterramento colectivo
Ao longo dos séculos, por aqui se fixaram romanos, mouros e, depois, muitos representantes da aristocracia portuguesa, que ergueram na região belos solares e palácios.O mais notável é o Palácio dos Condes da Anadia, do século XVIII, que constitui o principal monumento de Mangualde e é considerado a casa senhorial mais sumptuosa da Beira, tendo sido classificado como monumento nacional.










Na agora cidade, são também dignos de interesse a Torre do Relógio Velho, de origem medieval, a Igreja da Misericórdia do século XVIII, com um interior riquíssimo e Igreja Matriz de São Julião fundada nos séculos XIII-XIV, além do Santuário de Nossa Senhora do Castelo, com uma pequena capela construída no século XV para recordar a batalha travada em Trancoso contra Espanha; o santuário ergue-se no local de uma antiga mesquita e oferece uma soberba vista panorâmica sobre toda a região circundante. No artesanato, o visitante encontra peças de olaria, tapetes (estilo Arraiolos) e os conhecidos bordados de Tibaldinho, de motivos típicos e singelos.

As Termas de Alcafache são um pequeno paraíso protegido da poluição e do stress das cidades num ambiente 100% ecológico onde nos mais de 20.000 m2, o corpo e o espírito aqui repousam e recuperam a forma na sombra tranquila dos extensos pinhais que embelezam esta jóia Termal do concelho de Viseu.
A funcionar desde 1962, o balneário das Termas Sulfurosas de Alcafache tem sofrido um constante processo de crescimento e evolução, procurando oferecer maior qualidade e conforto. Estrutura turística: unidades hoteleiras, programas de animação, música. Indicações terapêuticas: afecções das vias respiratórias, afecções reumáticas e músculo-esqueléticas.
As Termas Sulfurosas de Alcafache têm um lugar de destaque na história dos cuidados de saúde da população. Os Romanos banhavam-se nestas águas segundo a tradição popular. Durante vários séculos, os habitantes desta região Alcafache, guardaram o segredo das suas propriedades curativas com receio de sofrerem invasões e de serem privados dessa riqueza.
As águas sulfúreas, hiper termais e mineralizadas nestas termas, são umas das mais ricas e quentes de Portugal (50ºC) sendo estas captadas de 75 a 150 metros de profundidade, e dessa forma garantem a pureza bacteriológica e físico-química da água.
Em complemento das suas actividades regulares, organizam, ainda, em colaboração com a Região de Turismo Dão - Lafões um extenso conjunto de animações culturais que inclui a exibição de grupos de folclore etnográficos de danças e cantares. Vale a pena uma visita se não pelo o corpo então para aliviar o stress do dia a dia.

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