segunda-feira, 28 de julho de 2008

Cozinha Italiana Peixe à Milanesa

Um bom acompanhante para o Risotto é o peixe à Milanesa. Pode-se utilizar uma variedade de peixe, como linguado, pescada, tamboril ou haddock. Eu prefiro filetes de haddock, frescas, mas já se encontram congelados e de boa qualidade.


Peixe à Milanesa

Ingredientes:

80 Ml + 30 ml de azeite
30 Ml de sumo de limão
2 Ml de sal
Pimenta q.b.
1 Cebola pequena, picada
450 g de filetes de Haddock, 4 a 8 filetes
2 Ovos
15 Ml de leite
180 Ml pão ralado
125 Ml farinha
60 Ml + 30 ml de manteiga
1 Dente de alho picado
15 Ml salsa picada
1 Limão em quatro


Numa taça pequena junte 80 ml de azeite, sumo de limão, sal e pimenta, misture bem. Adicione a cebola. Coloque a marinada numa caçarola de ir ao forno. Depois de limpos, coloque os filetes na marinada, bem cobertos. Coloque no frigorífico, virando ocasionalmente os filetes, por 1 hora.
Misture os ovos e o leite numa tigela funda e grande. Coloque pão ralado num prato e a farinha noutro. Secar bem os filetes com papel de toalha. Passar cada filete, primeiro, na farinha, depois, nos ovos e, por último, no pão ralado. Colocar em cima de papel de cozinha, no frigorífico mais 15 minutos.
Aquecer numa frigideira 30 ml de manteiga e o restante do azeite, sobre lume médio. Quando a espuma desaparecer, colocar o peixe na frigideira e cozinhar até alourar, 2 a 3 minutos por cada lado. Derreter o resto da manteiga (60ml) num tacho pequeno, em lume médio. Adicionar o alho. Cozinhar 1 a 2 minutos adicionar a salsa. Verter o preparado por cima do peixe, decorar o prato com os bocados de limão.

Cozinha Italiana Risotto à Milanesa

A receita que se segue é um prato de acompanhamento de quase tudo, peixe, carne, vegetais salteados, enfim, é um prato tipicamente italiano. É Risotto à Milanesa.
Um condimento que salta à vista e que é muito usado em pratos variados, mas deve ser usado com moderação. Apesar de fazer muito bem à saúde, há estômagos mais sensíveis do que outros ao açafrão. O açafrão é uma planta que transformada em pó, tem uma cor amarelo forte e é utilizado como corante, tempero culinário e medicamento.
A origem do açafrão é o Oriente, no entanto os italianos afirmam que o açafrão tem origens europeias. Tem um sabor levemente amargo, mas agradável, para quem gosta, e é muito utilizado em Itália.
O Risotto à Milanesa é a minha próxima proposta, fácil de confeccionar e é um bom acompanhamento para todos os pratos. No entanto, os italianos servem-no mais como acompanhante de carne vermelha grelhada ou carne branca, como frango ou peru. Mas eu, pessoalmente, gosto dele com tudo.

Risotto à Milanesa


Ingredientes:
875 ml até 1l de caldo de galinha
105 ml de manteiga
1 Cebola grande picada
375 ml de risotto ou arroz
125 ml de vinho branco
1 ml de açafrão em pó
60 ml queijo parmesão ralado


Aquecer o caldo de galinha em lume médio. Entretanto, derreter 90 ml de manteiga numa frigideira de 2,5 l, em lume médio. Quando a espuma desaparecer, adicione a cebola, e refogue por 5 minutos. Adicione o risotto, mexer constantemente até cozido, 2 minutos. Adicione o vinho, sal e pimenta. Cozinhe, sem tampo, em lume médio alto, mexendo ocasionalmente, até o vinho vaporar, por 3 a 5 minutos

Misture 125 ml de caldo de galinha no risotto, baixando o lume, para manter a fervura suavemente. Cozinhe sem tampa, mexe-lo frequentemente até o caldo ser absorvido pelo risotto. Repetir o mesmo método anterior, adicionando 125 ml de caldo de galinha sempre que o caldo anterior tenha sido absorvido, até ter utilizado 500 ml do caldo de galinha. Entretanto dissolver o açafrão com 125 ml de caldo de galinha, adicionar ao risotto e deixar absorver o preparado. Continuar a adicionar o restante caldo 125 ml de cada vez e cozinhe até o risotto ter um aspecto cremoso. Pode não precisar de todo o caldo de galinha. No total, este risotto demora uns 20 minutos a ser preparado.


Colocar o risotto numa travessa e envolver o resto da manteiga 15 ml e polvilhar com o queijo parmesão.

domingo, 20 de julho de 2008

Cozinha Italiana Esparguete à Marinara


Depois das entradas e das sopas, vêm os pratos principais para juntar à boa disposição, em geral dos meus convidados. Normalmente, faço vários pratos visto que num almoço de mais de 10 pessoas, há vários gostos para considerar. Massa, arroz, peixe e carne, assim, há sempre algum prato que agrada a alguém. Assim, com tanta variedade faço poucas porções de cada, para evitar excesso de comida desnecessária.
Os pratos que eu vou preparar para este almoço entre amigos são simples, fáceis de confeccionar e do agrado, em geral, espero eu. Esparguete à Marinara è a primeira proposta. Quase todos gostam de massa de uma variedade ou outra.
Um condimento que eu acho importante na cozinha, e que eu utilizo muito é o manjericão. É energicamente poderoso, deve entrar em toda a alimentação em casa. Complementa qualquer prato. Nasceu na Índia, mas chegou à Europa no século XII, mas ganhou fama no Mediterrâneo. Mas os italianos, os genoveses, acreditam que o manjericão com o melhor aroma é nativo da sua terra onde a brisa do seu mar dá um toque especial.

Esparguete à Marinara





Ingredientes
8 ostras frescas, limpas abertas e escorridas
225g de chalotas picadas
6 Filetes de anchovas picadas
80ml cebola picada
30ml azeite
1 dente de alho
125ml vinho branco
Água
5 Tomates frescos maduros, descascados e picados, sem sementes
15ml de concentrado de tomate
4ml de manjericão picado
2ml de orégãos picados
0,5ml de pimenta
450g de camarão médios, limpos e cortados aos bocados
45ml de salsa picada

Limpar as ostras, deitar fora a casca e reservar o licor. Juntar as chalotas e as anchovas.
Numa frigideira, de 3l, aqueça o azeite e refogue as cebolas até alourar, por 4 minutos. Em lume média-alta, adicione alho, refogue mais 30 segundos. Junte o vinho, cozinhe até ele evaporar por completo, por 4 a 5 minutos. Remova do lume.
Cozinhe o esparguete em água com sal numa panela, por 8 a 12 minutos, até estar “Al. Dente”, Escorrer bem.
Enquanto o esparguete está a cozinhar, junte os tomates, licor das ostras, o concentrado de tomate, manjericão, sal, orégãos e pimenta, no preparado de cebola e alho. Cozinhe sem tapar, mexer ocasionalmente, até o molho estar bem grosso, por 20 minutos. Misture o camarão, chalotas e ostras. Cozinhe mais 2 a 3 minutos tapados. Adicione a salsa e envolva o esparguete. Sirva bem quente.

Nota: Polvilhe com queijo parmesão a gosto.

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Cozinha Italiana Crostini


Cozinha Italiana


A cozinha italiana sendo vasta e rica em produtos naturais e de fácil confecção, sempre foi motivo do meu interesse. Já há vários anos que invisto na cozinha italiana. Quem não gosta de massa, arroz, queijo, molhos variados, para todos os gostos? Tendo estas bases a cozinha italiana tem tudo para agradar ao cozinheiro, neste caso, á cozinheira, que sou eu, e aos meus convidados.
Eu, frequentemente, tenho grandes almoços em minha casa, não pela quantidade de comida ou de pessoas, mas porque o convívio com os amigos e a família em volta da minha mesa é, para mim, um grande evento.
Para qualquer almoço ou jantar não dispenso as entradas, de preferência, cheias de tradição italiana. As entradas, além de abrirem o apetite para qualquer refeição, são também uma excelente oportunidade de conversar com os nossos convidados sobre variadíssimos assuntos e criar laços ainda maiores de amizade.
Uma das minhas entradas favoritas pelo prazer que dá em comer e porque as variedades são tantas que quase nunca se repetem, são os Crostini. Os Crostini são uma inspiração italiana, com coberturas variadas, bons para receber os amigos e família em ambiente de festa. Os Crostini autênticos devem ser feitos com pão italiano, mas podem ser feitos com qualquer pão crocante de miolo macio. Eu em particular como gosto muito de queijo, e tem sempre um grande sucesso á mesa, utilizo muito, nas minhas entradas, incluído nos Crostini, apesar de haver uma variedade enorme de receitas disponíveis, eu utilizo muito o queijo Parmesão.
Quando cozinho, ou melhor, antes de iniciar qualquer prato, gosto de saber a sua origem e como o produto é criado. A origem do queijo Parmesão é no Vale de Rio Pó, uma das mais tradicionais na fabricação de queijos, grande centro financeiro, industrial e da moda, passando pelo Vale do Rio Pó, chegamos a Veneza. O queijo Parmesão tem uma textura e um sabor fortes. Na Itália, o queijo é conhecido como Grana, Pamagiano-Regiano, ou Grana Padano e é maturado de um a três anos, quando se torna macio e quebradiço. No período da maturação os queijos devem ser virados a cada três dias, nas primeiras semanas e a cada sete dias, durante o resto da cura, o que, na minha opinião, lhe dá um paladar salgado e excelente como aperitivo ou nas minhas receitas da cozinha tradicional italiana.

Cozinha Italiana


Eu já falei sobre a importância do convívio com os meus convidados, mas não é só isso que me faz interessar pela cozinha, principalmente a italiana, é o aroma dos alimentos a flutuar pela minha cozinha que me dá grande inspiração. Eu escolhi os Crostini como exemplo de uma entrada porque são muito fáceis de confeccionar e facilmente ingeridos. Eu vou citar aqui uma das minhas receitas favoritas. Claro está, nesta receita básica, pode-se adicionar ou tirar qualquer ingrediente e substitui-lo por outro de mais agrado para cada um.

Crostini
















Ingredientes:
12 Fatias de pão branco
5 Colheres de sopa de manteiga (75 ml)
2 Colheres de sopa de farinha (30 ml)
125 Ml de leite
85 g de cogumelos cortados aos bocados muito finos
6 Colheres de sopa de queijo
2 Colheres de sopa de queijo parmesão ralado (90 ml)
2 Colheres de sopa de paté de anchovas (10 ml)
1 Ml de sal
Pimenta q.b.
Azeitonas verdes e pretas cortadas ao meio
Pimentos verdes e amarelos cortados em juliana

1. Ligar previamente o forno a 180ºC. Fazer pequenos círculos nas fatias de pão branco com um cortador cilíndrico de cozinha, com a medida de 5cm. Derreter três colheres de sopa (45 ml) de manteiga num tacho pequeno. Com um pincel de culinária, pincelar os dois lados dos círculos do pão com a manteiga derretida. Levar ao forno em travessa própria até obter um aspecto torrado, mais ou menos 5 a 6 minutos em cada lado. Tirar do forno e deixar arrefecer. Não desligar o forno, mas aumentar a temperatura até 200ºC.
2. Derreter a restante manteiga, 2 colheres de sopa (30ml) num tacho pequeno. Depois, misturar a farinha e cozinhar em lume brando, mexendo constantemente. Verter o leite para o cozinhado, mexendo constantemente até obter uma cobertura grossa, pelo menos, 1 minuto. Depois verter a cobertura para um recipiente redondo grande e misturar com os cogumelos, 3 colheres de queijo parmesão (45 ml), o paté de anchovas, sal e pimenta q.b.
3. Com uma colher de chá pequena espalhar em cada rodela de pão (entretanto arrefecida) a cobertura de cogumelos. Depois, polvilhar em cada as restantes 3 colheres de sopa (45 ml) de queijo parmesão. Decorar com as metades de azeitonas verdes e pretas e as tiras de juliana dos pimentos verdes e amarelos, a gosto. Voltar a colocar no forno, entretanto aquecido a 220ºC, numa travessa para forno até obter uma cor acastanhada, 5 a 7 minutos. Servir, de preferência, quentes, mas também são uma delícia fria.

Esta é apenas uma das minhas receitas italianas que gosto muito de apresentar aos meus convidados, mas há muitas mais. Espero que quem ler esta receita goste tanto da cozinha como eu e que tente fazer, mas não desista logo á primeira. A cozinha requer um amor, mas, mais importante, quer uma certa teimosia da nossa parte, porque nem tudo corre bem à primeira. E, depois, é o prazer que dá a comer. Mais propriamente, com a família e amigos.




Cozinha Italiana


Uma vez que as entradas de Crostini, e outras, porque eu faço sempre três entradas diferentes, estão na mesa, eu posso relaxar e conversar com os meus convidados. No entanto, o resto da refeição já está preparado e, no devido tempo será servida. À mesa, segundo a minha opinião, logo que não se insulte a sensibilidade alheia, pode-se falar sobre uma variedade de coisas. No entanto, quase todos os convidados têm filhos e acabam sempre por ser o centro das atenções. O mais difícil é convencermos as crianças a comer o que está na mesa. Eu faço sempre coisas que, nem sempre, agradam aos olhos das crianças, e não só, mas eu gosto sempre de fazer coisas novas e, por vezes, o diferente parece estranho. Mas o bom das diferenças é que também servem de mote de conversa. Eu, por norma, faço sempre uma variedade de comida para todos os gostos, e o resto da refeição não é excepção.
A conversa, essa nunca acaba, mas a refeição continua. Eu tenho sempre duas sopas à escolha, mas a minha favorita é a sopa Minestrone. Tem uma variedade de legumes, e condimentos. É, na minha opinião, a mais italiana das sopas. A sopa Minestrone à Milanesa é a que costumo fazer. É feita só com legumes, mas há muitas variedades, algumas com carne ou massa. A sopa Minestrone é uma sopa para o ano todo. Tem a particularidade de, no Inverno, serve-se quente, e no verão, fria. Pessoa como eu, que só gostam de sopa quando está tempo frio, esta sopa vem mesmo a calhar. Leva um certo tempo para preparar os vegetais, mas vale a pena.
Um legume de grande interesse, mas que muitas pessoas ainda não adquiriram o hábito de usar, é o zucchini ou o courgette, como foi apelidado em França.
Os descobridores Europeus da América, encontraram este vegetal muito estranho e trouxeram-no para o Mediterrâneo e África. Mas o courgette que nós conhecemos hoje foi desenvolvido na Itália.
O courgette pode servir de base para muitos pratos. Aliás, é um vegetal versátil e pode substituir qualquer vegetal em qualquer prato. No entanto deve-se sempre escolher os mais pequenos e finos. Quanto maiores, mais amargos.
A receita que se segue é a minha favorita espero que, quem gosta de cozinha, goste também da minha escolha.


Cozinha Italiana


A receita que se segue requer um esforço redobrado por parte do cozinheiro, neste caso cozinheira. A preparação dos vegetais leva um bocado de tempo, mas acho que vale a pena. Esta sopa é fácil de comer e extremamente leve, apesar da variedade de vegetais e condimentos.

Sopa Minestrone



Ingredientes:

3 Cenouras médias cortadas às rodelas
60ml Aipo cortado às rodelas diagonais
2 Cebolas médias bem picadas
1 Batata grande cortada em cubos
115g Feijão verde cortado aos bocados
2 Zucchini ou Courgette médio cortados em cubos
225g Repolhos tirados
1 Dente de Alho picado
80ml de azeite
45ml manteiga
825ml caldo de carne
375ml água
790g Tomates italianos pelados enlatados
2ml de sal e manjericão
1ml de pimenta e orégãos
1 Folha de louro
450g Feijão roxo enlatado


Numa panela aqueça o azeite e a manteiga em lume médio. Adicione as cebolas para fazer o refogado, mexendo ocasionalmente, deixa cozinhar até alourar, 6 a 8 minutos. Adicione cenouras e batatas, cozinhe por 5 minutos. Adicione o aipo e o feijão verde, cozinhe 5 minutos. Adicione os 2 zucchini (couegette), cozinhe 3 minutos. Adicione o repolho e o alho, cozinhe 1 minuto.
Adicione o caldo de carne, água e o caldo dos tomates aos vegetais. Corte os tomates em bocados pequenos. Adicione ao caldo e vegetais. Misture o sal, pimento e a folha de louro. Deixe ferver, reduza o lume para brando, tape e mexer, ocasionalmente, 1 hora e meia.
Lave o feijão roxo e deixe escorrer bem. Adicione à sopa. Cozinhe sem tampa, em lume médio baixo, até formar um caldo grosso, mais 30 a 40 minutos. Remova a folha de louro.
Serva quente ou fria conforme o gosto

Nota: Depois de colocada no prato, polvilhar com queijo Parmesão, a gosto.





Margarida Rosa Rodrigues Marques